...there's traffic in the sky and it doesn't seem to be getting much better...

Friday, October 14, 2005

These are the contents of my head

Sofrer mas com grandiosidade, estilo.
Sofrer entre paredes cuidadosamente idealizadas por um arquitecto, um edredão vermelho, meia luz, acompanhada por uma bebida de cor “tinto” (leia-se groselha com agua), um cinzeiro preto desenhado por um designer qualquer, o ultimo número da “Numéro”, um moleskine e uma tikky II preta, telemovel, laptop com acesso 3g á internet.
As Prosas Completas do Woody Allen (versão inglesa) para sentir que existe alguém mais miserável que eu (mas do outro lado do oceano). Häusers espalhadas pelo chão e um calhamaço de Lofts, para aprisionar a mente ao sonho de um dia vir a ter um daquele género.
Messenger ligado sem razão aparente.
Uma exposição afixada na parede, para lembrar dos tempos em que tinha rasgos de criatividade e genialidade ás 3 da manhã.
Pois, mas isso já foi á muito tempo.
Agora vejo-me confinada a um curso de fotografia, no qual ninguém me vai ensinar o belo, mas sim a técnica. Utópica.
Este cheiro a perfume barato impregnado nas minhas mãos custa a sair. Tenho a sensação que mesmo que lave as mãos com terebentina me vai cheirar ao mesmo por tempo indefinido.
A chuva cai fortemente lá fora, acompanhada de alguns “flashs” divinos. Isto já começa a raspar na tempestade.
Aiii… o que eu não queria que acontecesse acaba por realmente acontecer. Das hipóteses “atende” ou “não atende” escolho a que não queria escolher: “atende”.
E aí começa, ironicamente, uma musica.

Why
How many times do I have to try to tell you
That I'm sorry for the things I've done
But when I start to try to tell you
That's when you have to tell me
Hey...this kind of trouble's only just begun
I tell myself too many times
Why don't you ever learn to keep your big mouth shut
That's why it hurts so bad to hear the words
That keep on falling from your mouth
Falling from your mouth
Falling from your mouth
Tell me...
Why
Why
I may be mad
I may be blind
I may be viciously unkind
But I can still read what you're thinking
And I've heard it said too many times
That you'd be better off
Besides...
Why can't you see this boat is sinking
Let's go down to the water's edge
And we can cast away those doubts
Some things are better left unsaid
But they still turn me inside out
Tell me...
Why
Tell me...
Why

Saturday, September 10, 2005

Insónias.

Tenho chegado a casa tão cansada… Mesmo assim ainda tenho que check’ar e-mails e ver o weblog do palhaço para me rir um bocadinho.
Depois chega o Johnny sedento de atenção… Mas eu estou tão cansada que me vou deitar! Poor Johnny.
Não consigo dormir.
Levanto-me e vou ao cyber meeting point ver se está lá aquele a quem eu chamo Beautiful Stranger.
Entretanto também está lá o Federico que, tal como eu, só diz: “I can’t sleep.”
Já a altas horas chega o Pedro que também não dorme e vagueia mudo pelo vazio durante horas.
Johnny, meu sábio, dizes e bem “Eu sabia que voltavas…”.
Chegou o BStranger e como sempre, pontualmente, passado segundos de eu também ter chegado.
As horas passam e Pepito continua online, agora deu-lhe para as Internets…
A mummy vê um filme ou lê um livro, também não consegue dormir.

A esta hora tardia, estamos todos como mochos. Independentemente do que teremos para fazer no dia seguinte, estamos ali. Não conseguimos dormir apesar do cansaço.

O Johnny sai, porque amanha vai penar de manhãzinha.
Pepito saiu e nem notei.
Federico despede-se á boa maneira italiana.
Stranger acusa sono e eu já começo a abrir a boca e a olhar para as horas.
Fica o Pedro, que tanto me censura pelas horas tardias… mas a verdade é que também está ali. Das duas uma: ou vamos dormir ou saímos de casa para tomar café no Aeroporto “que é a única coisa que está aberta ás 5 e meia da manha”.

Muito salutar de facto!

(Escusado será dizer que o dia seguinte está tudo em modo "trinta-e-três-três-trinta-e-três".)

Friday, August 26, 2005

Msn Spaces.

Aderi ao msn spaces.
Mas só vou por lá fotos…
Também é a única utilidade daquilo!

Tempting... But no, thanks.

Tuesday, August 23, 2005

L' amour (new look, same shit) III

A Margaridaesqueceu” o Hugo e cortou com o Martim.
O Rodrigo virou amigo, o Fred virou ermitã no centro norte do país.
Entrou em cena o Henrique, mas o Afonso tirou-lhe o lugar em três tempos.
O Henrique “passou-se”, o Rodrigo nem soube e o Fred está relaxado de mais para comentar.
A Margarida mandou-se para fora, dois dias depois de o Miguel o ter feito e dois dias antes de o Henrique fazer o mesmo.
Lá fora o Afonso virou fumo, o Jean apareceu e quase levou a Margarida a fazer loucura (mais outra…) totalmente patrocinada pela Joana.
No entretanto o Miguel regressou a Portugal… sempre no mesmo registo…O Luís deve andar por lá.
A Margarida voltou, o Henrique continuava cada vez mais para o Leste.
A Joana patrocinou loucuras da Margarida.
A Margarida cedeu ao Miguel.
O Henrique voltou, o Miguel tem paradeiro incerto, a Joana continua no norte da Europa, o Rodrigo é um homem feliz, o Jean voltou para Avignon, o Afonso continua fumo (e a Margarida nada importada com isso).
A Margarida passou a noite com o Henrique a ouvir o Lost In Translation e a vaguear pela cidade…

O Hugo acabou de contactar a Margarida…, ela está parva e com um sorriso de orelha a orelha, e o Rodrigo a por travões á coisa.
Não vá a Margarida espetar-se de novo…

Saturday, August 20, 2005

Untitled I

Agosto, pleno Agosto e pelos vistos está tudo numa letargia atroz.
Se por um lado não há nada para fazer, não há ideias sobre o que fazer, não há com quem estar de uma maneira mais comprometedora, mas… temos os amigos. No entanto, os amigos estão numa letargia atroz, sem nada nem ideias sobre o que fazer e eles próprios não tem com quem estar de maneira mais comprometedora! Ok, estamos uns com os outros. Os rotos a ajudarem os esfarrapados! E porque não? Ao menos a mal afamada crise de solteirisse atenua na parte da tarde.
O Hauss diz que a dele agrava ao acordar atenuando até ao final do dia, no qual deita descansado.
Eu digo que a minha agrava quanto menos luz houver, isto é, deitar é sacrifício!
Seja como for, de manha ou á noite, a dor aperta e dói. A Solidão emocional manifesta-se mais neste Agosto nefasto
As tardes passam-se ou a pastar no Artes ou a ler, ou no jardim…
Uma esperança estúpida persegue cada minuto, é abrir o mail e limpar spam, é olhar para o telemóvel mudo.
Ainda hoje recebi uma queixa sobre a mesma letargia do outro lado do país!
Mas o que é que se está a passar?!
Será vírus?
Pleno Agosto e está tudo solteiro, só e vegetal.
Bahhhh, nunca mais começam as aulas!

Friday, August 12, 2005

Both Sides Now...

Bows and flows of angel hair and ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere, I’ve looked at clouds that way.
But now they only block the sun, they rain and snow on everyone.
So many things I would have done but clouds got in my way.

I’ve looked at clouds from both sides now,
From up and down, and still somehow
It’s clouds' illusions I recall.
I really don’t know clouds at all.

Moons and junes and ferris wheels, the dizzy dancing way you feel
As every fairy tale comes real, I’ve looked at love that way.
But now it’s just another show and you leave ’em laughing when you go
And if you care, don’t let them know, don’t give yourself away.

I’ve looked at love from both sides now,
From give and take, and still somehow
It’s love’s illusions I recall.
I really don’t know love at all.

Tears and fears and feeling proud to say I love you right out loud.
Dreams and schemes and circus crowds, I’ve looked at life that way.
But now old friends they are acting strange, and they shake their heads, and they tell me that I’ve changed.
Something’s lost but something’s gained in living every day.

I’ve looked at life from both sides now,
From win and lose, and still somehow
It’s life’s illusions I recall.
I really don’t know life at all.

Monday, August 08, 2005

Lalalalalala Nanananana

Os parvos continuam alegres, passeando-se estupidamente, sorrindo com o peso da culpa em cima deles. É o calor. A cara raspa-lhes no chão, mas para os outros continuam a ser “os maiores”. Tem fel nas glândulas. Num dia em que os coelhos saltarem de saltos altos, os parvos picarão a própria língua e será um espectáculo digno se ver… Agonizarem no próprio veneno e implorarem ajuda enquanto, os culpados e suspeitos do costume, assobiam rodopiando os olhos, com um sorriso no canto da boca e um brilho nos olhos, pensando simplesmente, morre cabrão.